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  Imagine que você e um amigo acertaram o mesmo número de respostas na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Estão empatados, certo? Provavelmente não. Com o método de avaliação usado no Enem, o mesmo número de acertos e erros pode significar médias finais diferentes.

  O método é a chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI). Trata-se de um sistema capaz de analisar as questões que o estudante respondeu corretamente e dar um peso específico para cada acerto. Veja como funciona:

  As perguntas são divididas previamente em grupos: fáceis, médias e difíceis. Elas estão misturadas ao longo da prova e não estão sinalizadas, o estudante não sabe qual questão pertence a qual grupo.

  Através de estatísticas e teorias matemáticas, a TRI analisa as respostas do aluno: se constata que ele errou muitas perguntas da categoria “fácil” e acertou muitas perguntas da categoria “difícil”, considera o fato estatisticamente improvável e deduz que ele chutou.

Aprenda a mirar!

  Assim, a média do aluno que chutou cai. No final, a nota não depende apenas do valor absoluto de acertos. Depende também da dificuldade das questões que se acertou ou errou.


A TRI qualifica o item de acordo com três parâmetros:

  • Poder de discriminação, que é a capacidade de um item distinguir os estudantes que têm a proficiência requisitada daqueles quem não a têm
  • Grau de dificuldade
  • Possibilidade de acerto ao acaso (chute)
  A TRI pressupõe que um candidato com um certo nível de proficiência tende a acertar os itens de nível de dificuldade menor que o de sua proficiência e errar aqueles com nível de dificuldade maior. Ou seja, o padrão de resposta do participante é considerado no cálculo do desempenho.

“As escalas de proficiências são como uma reta numérica, ou seja, os números representam posições” Tadeu da Ponte, professor do Insper.

  Simplificando para vocês, um aluno que acerta 30 questões em Linguagens, e 30 questões em Matemática, terá uma Média em Matemática Muito maior do que sua média em Linguagens. Porquê? A resposta é simples. Uma das maiores dificuldades para muitas pessoas é a matemática. Poucas pessoas que fazem o enem, conseguem acertar mais de 50% da prova de matemática. Já Linguagens não, mais de 50% das pessoas que fazem o enem, conseguem acertar mais da metade da prova!

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  Sua média em uma determinada área irá depender sempre de dois fatores :

1 – Quais questões você acertou.

  -> Se você acertou apenas as questões difíceis, o sistema de correção do ENEM, irá identificar você como uma provável pessoa que “chutou” a prova. Pois para ele, quem sabe as questões difíceis, obrigatoriamente deveria ter acertado a maioria das questões fáceis.

2 – De todas as pessoas que fizeram a prova do ENEM, qual foi a média global de acerto em cada área?image_gallery

 -> Ex: Se de 1 milhão de pessoas que fizeram a prova, apenas 100 mil conseguiram acertar acima de 50% da prova de Matemática, e você está dentro desse universo de 100 mil, então sua nota será incrivelmente maior do que as outras pessoas. Pois o cálculo da TRI também é feito baseado nos acertos globais dos itens de cada área do conhecimento.

  Sabendo disso, e sabendo do TRI, dá pra entender o porquê de não se ter notas idênticas.

TRI

  Tenham cuidado, só porque existe a TRI, não quer dizer que você vai precisar focar apenas nas disciplinas mais difíceis. Pelo contrário, um bom aluno é aquele que sabe correlacionar todos os conteúdos em sua “cabeça”! Por isso, estudar Português, embora não te dê o mesmo retorno em termos de Acerto de Questões/Média, como Matemática pode dar, não significa que deve ser deixada de lado!!! Sem um bom português você não irá conseguir fazer uma boa redação, não irá conseguir interpretar os textos, e consequentemente, não irá obter um bom resultado no ENEM.

  Mais para frente, vamos postar dicas de como se prepara para o ENEM, fique atento ao nosso facebook e não deixe de se inscrever em nossa Newsletter, para receber todas as novidades!

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