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61. Mackenzie-SP
Enquanto os portugueses escutavam a missa com
muito “prazer e devoção”, a praia encheu-se de nativos.
Eles sentavam-se lá surpresos com a complexidade
do ritual que observavam ao longe. Quando D. Henrique
acabou a pregação, os indígenas se ergueram e
começaram a soprar as conchas e buzinas, saltando
e dançando (…)
Náufragos, degredados e traficantes
Eduardo Bueno
Este contato, amistoso entre brancos e índios, foi
preservado:
a) pela Igreja, que sempre respeitou a cultura indígena
no decurso da catequese.
b) até o início da colonização, quando o índio, vitimado
por doenças, escravidão e extermínio, passou
a ser descrito como sendo selvagem, indolente e
canibal.
c) pelos colonos que escravizaram somente o africano
na atividade produtiva de exportação.
d) em todos os períodos da história colonial brasileira,
passando a figura do índio para o imaginário
social como “o bom selvagem e forte colaborador
da colonização”.
e) sobretudo pelo governo colonial, que tomou várias
medidas para impedir o genocídio e a escravidão.

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62. Vunesp
O ouro é o tesouro e aquele que o possui tem tudo o
de que necessita no mundo; com ele tem, também,
o meio de resgatar as almas do Purgatório e de as
chamar ao Paraíso.
Cristóvão Colombo, Jamaica, 1503
A partir desse texto, no qual está clara a avidez e a
demasiada importância atribuída ao ouro no despertar
da Época Moderna:
a) discorra sobre os objetivos da empresa de Colombo;
b) explique por que ele foi alijado do empreendimento.

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63. Fuvest-SP
Os portugueses, esses criavam todas as dificuldades
às entradas terra a dentro, receosos de que com isso
se despovoasse a marinha (…). Ao contrário da colonização
portuguesa, que foi antes de tudo litorânea
e tropical, a castelhana parece fugir deliberadamente
da marinha preferindo as terras do interior e os planaltos.
Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda
Quais os motivos desses dois procedimentos?

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64. FGV-SP
Com relação aos indígenas brasileiros, pode-se afirmar
que:
a) os primitivos habitantes do Brasil viviam na etapa
paleolítica do desenvolvimento humano.
b) os índios brasileiros não aceitaram trabalhar para
os colonizadores portugueses na agricultura não
por preguiça, e sim porque não conheciam a agricultura.
c) os índios brasileiros falavam todos a chamada
“língua geral” tupi-guarani.
d) os tupis do litoral não precisavam conhecer a
agricultura porque tinham pesca abundante e
muitos frutos do mar e conchas, que formaram os
“sambaquis”.
e) os índios brasileiros, como um todo, não tinham
homogeneidade nas suas variadas culturas e
nações.

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65. Fuvest-SP
Nos últimos anos, apoiada em técnicas mais avançadas,
a arqueologia tem fornecido pistas e indícios
sobre a história dos primeiros habitantes do território
brasileiro antes da chegada dos europeus. Sobre esse
período da história, é possível afirmar que:
a) as práticas agrícolas, até a chegada dos europeus,
eram desconhecidas por todas as populações
nativas que, conforme os vestígios encontrados,
sobreviviam apenas da coleta, caça e pesca.
b) os vestígios mais antigos de grupos humanos foram
encontrados na região do Piauí, e as datações
sobre suas origens são bastante controvertidas,
variando entre 12 mil e 40 mil anos.
c) os restos de sepulturas e pinturas encontrados em
cavernas de várias regiões do país indicam que os
costumes e hábitos desses primeiros habitantes eram
idênticos aos dos atuais indígenas nas reservas.
d) os sambaquis, vestígios datados de 20 mil anos,
comprovam o desconhecimento da cerâmica entre
os indígenas da região, técnica desenvolvida
apenas entre povos andinos, maias e astecas.
e) os sítios arqueológicos da ilha de Marajó são provas
da existência de importantes culturas urbanas
com sociedades estratificadas que mantinham
relações comerciais com povos das Antilhas e da
América Central.

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66. UFSM-RS
Sobre a organização econômica, social e política
das comunidades indígenas brasileiras, no período
inicial da conquista do território pelos portugueses, é
correto afirmar:
I. Os nativos viviam em um regime de comunidade
primitiva, em que a terra era de propriedade privada
dos casais e os instrumentos de trabalho eram
de propriedade coletiva.
II. A divisão das tarefas era por sexo e por idade; as
mulheres cozinhavam, cuidavam das crianças,
plantavam e colhiam; os homens participavam
de atividades guerreiras, da caça, da pesca e da
derrubada da floresta para fazer a lavoura.
III. A sociedade era organizada em classes sociais,
sendo o excedente da produção controlado pelos
chefes das aldeias, responsáveis pela distribuição
dos bens entre os indígenas.
IV. Os indígenas brasileiros não praticavam o comércio,
pois tudo o que produziam destinava-se
à subsistência, realizando apenas trocas rituais e
presentes.
Está(ão) correta(s):
a) apenas I e II. d) apenas IV.
b) apenas I e III. e) apenas II e IV.
c) apenas III.

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A charge trata de aspectos históricos importantes.
Quais sejam?
a) As diferentes nações européias negociavam seus
conflitos diplomaticamente.
b) Os habitantes da América percebiam a civilização européia
como um modelo de relação entre os povos.

c) A civilização européia propunha negociações
que envolviam guerras entre os adeptos de uma
religião e os ateus.
d) Os habitantes da América aguardavam que os
colonizadores resolvessem suas contendas.
e) A civilização vivida pelos europeus significava
disputa entre as nações.

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68. Umesp
(…) Na história das relações entre os nativos do Brasil
e os portugueses, é possível perceber duas etapas distintas:
uma primeira, amistosa, quando os indígenas,
em troca de quinquilharias (miçanga, tecidos etc.),
trabalharam na extração do pau-brasil, uma exploração
lucrativa para os portugueses que destruiu parte significativa
da vegetação litorânea, mas que não resultou
na apropriação das terras indígenas, uma vez que se
caracterizou como uma atividade econômica nômade;
já na segunda etapa, tem-se o conflito.
PREZIA, Benedito. A saga tupinambá: uma vida de luta. São Paulo:
FTD, 1991. p. 28.
O “conflito”, isto é, a oposição e a resistência da população
indígena nativa contra os portugueses, identificadas
pelo autor numa “segunda etapa” da colonização portuguesa
no Brasil, teve como fator preponderante:
a) o interesse dos portugueses em ocupar o território
com a indústria do açúcar, o que representou a
expropriação das terras ocupadas pelos silvícolas
e a ameaça constante de escravidão.
b) a invasão do litoral brasileiro por outros povos
europeus, como franceses e holandeses, que passaram
a adotar sistematicamente a escravização
e a destruição das aldeias indígenas.
c) o abandono das práticas de escambo vigentes na
primeira etapa, e sua substituição pela catequização
do indígena, o que implicava um desequilíbrio
econômico para as populações indígenas.
d) a chegada de escravos negros trazidos da África,
vistos pelos silvícolas como “concorrentes” e como
ameaça de perda dos privilégios conquistados
durante a primeira etapa da colonização lusa.
e) a influência de grupos indígenas mais evoluídos
tecnicamente, o que significou uma maior capacidade
de resistência contra o português, que não
estava preparado para o confronto militar contra
o índio.

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69. Fuvest-SP
O isolamento não pode ter características permanentes,
visando à manutenção do índio em seu estado
primitivo. Com o avanço das frentes pioneiras, esse
contato é inevitável e o índio deve ser preparado para
esse contato sem choques bruscos que possam trazer
desquilíbrios à comunidade.
Esse depoimento do general Bandeira de Mello, presidente
da Funai nos anos 1970, defende:
a) a integração por intermédio de projetos econômicos
comuns entre os grupos privados e as comunidades
indígenas, sem interferência estatal.
b) o direito de as empresas extrativas e pastoris
adquirirem a posse das reservas de importância
estratégica, utilizando mão-de-obra indígena.
c) a tese de que não se pode resolver os problemas
dos índios à custa dos trabalhadores rurais, propondo
que os novos assentamentos sejam feitos
com base em cooperativas.
d) a integração lenta, gradativa e progressiva dos
índios à sociedade brasileira, com condição de se
evitar sua marginalização.
e) a integração como decisão autônoma das comunidades
indígenas, garantindo-lhes, enquanto isso,
a posse de suas terras por meio da criação de
“reservas”.

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Os autores mostram que o poema de Oswald de Andrade
traz como hipóteses a inversão de um fato histórico
e sintetiza o seguinte trecho da Carta de Pero Vaz de
Caminha: Na noite seguinte, ventou tanto sudeste, com
chuvaceiros, que fez caçar as naus, e especialmente a
capitânia (registro do dia 23 de abril, relativamente ao
contato entre ameríndios e portugueses na época).
a) Cite duas das principais conseqüências para os
índios do seu contato com os portugueses no
século XVI.

b) Explique o fato de o governo português não ter
iniciado imediatamente o processo de colonização
das terras encontradas a oeste do oceano Atlântico
pela esquadra comandada por Cabral.

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72. UFSCar-SP
O primeiro documento escrito sobre o “achamento
do Brasil” pelos navegantes portugueses assim se
refere, numa passagem, aos costumes da população
nativa:
Eles não lavram, nem criam, nem há aqui boi, nem
vaca, nem cabra, nem ovelha, nem galinha, nem outra
nenhuma alimária, que acostumada seja ao viver dos
homens; nem comem senão desse inhame que aqui
há muito e dessa semente e fruitos que a terra e as
árvores de si lançam. E com isto andam tais e tão rijos
e tão nédios, que o não somos nós tanto com quanto
trigo e legumes comemos.
Carta a el-rei dom Manoel sobre o achamento do Brasil. Lisboa:
Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1974, pp. 73-75.
a) Qual é o nome do autor desse documento?
b) O pequeno trecho apresentado demonstra que
o contato entre os europeus e os habitantes da
América não deveria limitar-se a uma relação estritamente
econômica. A partir de que critérios o autor
enxergou e analisou os homens da terra e a que
conclusão chegou sobre sua própria sociedade, a
européia, ao observar essa nova gente?

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73. PUC-SP
Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três
coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não
se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos e é
de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo há mister
luz, há mister espelho e há mister olhos. Que coisa é a
conversão de uma alma senão entrar um homem dentro
em si e ver-se a si mesmo? Para esta vista são necessários
olhos, é necessária luz, e é necessário espelho. O
pregador concorre com o espelho, que é doutrina; Deus
concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre
com os olhos, que é o conhecimento.
VIEIRA, Pe. Antônio. Sermão da Sexagésima, 1655.
No trecho acima, padre Antônio Vieira reflete sobre a
importância da conversão dos índios ao cristianismo,
para que atinjam a “luz, representada pela graça de
Deus”. Tal trabalho de conversão de indígenas foi realizado
pela Igreja durante o período colonial. Identifique
e comente o papel da Igreja durante a colonização e a
defesa dos índios, muitas vezes feita pelos religiosos,
contra a escravização.

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74.
Defina o que eram as capitanias hereditárias.

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75. UFOP-MG
A principal cousa que me moveu a mandar povoar
as ditas terras do Brasil foi para que a gente dela se
convertesse à nossa santa fé católica.
Trecho da carta de D. João III, rei de Portugal, a Tomé de Sousa,
primeiro Governador-Geral
De acordo com o fragmento citado e seus conhecimentos,
é correto afirmar:
a) Os africanos escravizados que fossem batizados
seriam considerados livres.
b) A colonização do Brasil originou-se da aliança
entre a monarquia portuguesa e a Igreja Católica.
c) Os indígenas catequizados poderiam ser escravizados.
d) O interesse da Coroa portuguesa, nas primeiras
décadas da colonização, esteve voltado para a
exploração dos produtos asiáticos.

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76. PUCCamp-SP
A solução escolhida pelo governo português ao
decidir-se pela colonização do Brasil, para garantir
tanto a posse das terras brasileiras contra a ameaça
estrangeira quanto à sua valorização, foi:
a) a proibição de que a criação de gado fosse feita
no sertão, fora da área canavieira.
b) a doação de sesmarias para a instalação de engenhos
de produção açucareira.
c) o bandeirismo de apresamento para ataque das
missões jesuíticas espanholas.
d) o estabelecimento de feitorias no litoral e a realização
do escambo de pau-brasil.
e) o estímulo à emigração de portugueses para a
região mineradora.

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77. USU-RJ
A partir do século XVI, várias potências européias invadiram
a América portuguesa; entre elas destacamos a
invasão francesa no Rio de Janeiro entre 1555 e 1567.
O objetivo da França era:
a) o interesse no comércio açucareiro, organização e
montagem de engenhos e intensificação do tráfico
negreiro.
b) a disputa pelo comércio colonial, isto é, a exploração
do pau-brasil e a criação da França Antártica.
c) a aceitação dos indígenas à dominação francesa
e o conflito entre colonos e jesuítas pelo domínio
e controle da mão-de-obra indígena.
d) a possibilidade de formação de novas classes
sociais vindas da França, mas empobrecidas pelas
lutas religiosas.
e) a cobiça dos franceses pelas terras das capitanias
hereditárias e exploração das “drogas do sertão”
e do açúcar.

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78.
Aponte três causas do fracasso do sistema de capitanias
hereditárias.

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79. Uniso-SP
Durante a maior parte do período colonial, a participação
nas câmaras das vilas era uma prerrogativa dos
chamados “homens-bons”, excluindo-se desse privilégio
os outros integrantes da sociedade. A expressão
“homem-bom” dizia respeito a:
a) homens que recebiam a concessão da Coroa
portuguesa para explorar minas de ouro e de
diamantes.
b) senhores-de-engenho e proprietários de escravos.
c) funcionários nomeados pela Coroa portuguesa
para exercerem altos cargos administrativos na
colônia.
d) homens considerados de bom caráter, independentemente
do cargo ou da função que exerciam
na colônia.

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80. Fuvest-SP
A divisão do Brasil em capitanias hereditárias não
seria apenas a primeira tentativa oficial de colonização
portuguesa na América, mas também a primeira
vez que europeus transportaram um modelo
civilizatório para o Novo Mundo. A esse respeito, é
correto afirmar que:
a) o modelo implantado era totalmente desconhecido
dos portugueses e cada donataria tinha reduzidas
dimensões.
b) representava uma experiência feudal em terras
americanas, sem nenhum componente econômico
mercantilista.
c) atraiu sobretudo a alta nobreza pelas possibilidades
de lucros rápidos.
d) a Coroa, com sérias dívidas, transferia para os
particulares as despesas da colonização, temendo
perder a colônia para os estrangeiros que ameaçavam
nosso litoral.
e) o sistema de capitanias fracassou e não deixou
como conseqüências a questão fundiária e a
estrutura social excludente.

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81. UFRN
A implantação do sistema colonial transformou as
relações amistosas existentes entre indígenas e portugueses
no início da ocupação do Brasil.
Essa transformação se deveu à:
a) grande inabilidade dos indígenas para a agricultura,
recusando-se a trabalhar nas novas plantações
açucareiras, atitude que desagradou aos portugueses.
b) crescente ocupação das terras pelos portugueses
e à necessidade de mão-de-obra, levando
à escravização dos índios, que reagiram aos
colonos.
c) importação de negros africanos, cuja mão-de-obra
acabou competindo com a dos indígenas, excluindo
estes do mercado agrário.
d) introdução de técnicas e instrumentos agrícolas
europeus nas aldeias indígenas, desestruturando
a economia comunal dos grupos nativos.

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82. Fuvest-SP
Eu, el-rei D. João III, faço saber a vós, Tomé de Sousa,
fidalgo da minha casa que ordenei mandar fazer nas
terras do Brasil uma fortaleza e povoação grande e
forte na Baía de Todos-os-Santos.(…) Tenho por bem
enviar-vos por governador das ditas terras do Brasil.
Regimento de Tomé de Sousa,1549
As determinações do rei de Portugal estavam relacionadas:
a) à necessidade de colonizar e povoar o Brasil para
compensar a perda das demais colônias agrícolas
portuguesas do Oriente e da África.
b) aos planos de defesa militar do império português
para garantir as rotas comerciais para a Índia,
Indonésia, Timor, Japão e China.
c) a um projeto que abrangia conjuntamente a exploração
agrícola, a colonização e a defesa do
território.
d) aos projetos administrativos da nobreza palaciana
visando à criação de fortes e feitorias para atrair
missionários e militares ao Brasil.
e) ao plano de inserir o Brasil no processo de colonização
escravista semelhante ao desenvolvido na
África e no Oriente.

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83.
Oficialmente o Brasil foi “descoberto” em 1500, mas
o governo português só iniciou a colonização de sua
colônia americana em 1549. Por que Portugal demorou
tanto tempo para iniciar a colonização do Brasil?

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84. UEL-PR
A centralização político-administrativa do Brasil Colônia
foi concretizada com a:
a) criação do Estado do Brasil.
b) instituição do governo-geral.
c) transferência da capital para o Rio de Janeiro.
d) instalação do sistema das capitanias hereditárias.
e) política de descaso do governo português pela
atuação predatória dos bandeirantes.

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85. UEL-PR
A instalação do governo-geral em 1549 contribuiu para
que a colonização do Brasil passasse de transitória
para efetiva. Havia um forte motivo que alimentava
as esperanças dos portugueses: os espanhóis, nas
terras vizinhas, encontraram o que buscavam. Ao
tomar medidas procurando assegurar a posse sobre
o vasto território, a Coroa portuguesa estava motivada
pelas notícias sobre:
a) o modelo de colonização dependente da iniciativa
privada que se revelava pouco eficaz nos Açores
e na Madeira.
b) as feitorias que vinham dando provas de eficiência
como fortificações sólidas para a defesa da
terra.

 c) as semelhanças das culturas pré-cabralinas do
Brasil e pré-colombianas da América Central.
d) os negócios da Índia em crescente lucratividade,
sem riscos de prejuízos e decepções.
e) a descoberta de metais preciosos nas terras altas
sul-americanas, voltadas para o Pacífico.

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86. Cesgranrio-RJ
Ao instituir o governo-geral como forma de administrar
suas possessões no Brasil, o rei de Portugal, dom
João III, mandou fazer “uma fortaleza e povoação
grande e forte em lugar conveniente, para daí se dar
favor e ajuda às outras povoações”. Esta determinação
justifica-se porque:
a) interessava ao “rei colonizador” desenvolver nas
áreas coloniais uma estrutura administrativa que
absorvesse os militares sem ocupação efetiva
na Europa, após o término das guerras contra os
mouros.
b) havia a necessidade de se imprimir rumos diversos
ao processo de exploração colonial, optando-se
então por uma ocupação de caráter mais urbano,
em substituição às estruturas agrárias que marcaram
os primeiros tempos da colonização.
c) os comerciantes portugueses exigiram do rei a
abolição das capitanias hereditárias, consideradas
como onerosas do ponto de vista administrativo
para os interesses mercantis.
d) o rei pretendia constituir no território brasileiro a
base de suas operações militares contra a Espanha,
cujas colônias em áreas americanas pretendia
incorporar.
e) havia a necessidade de se criar um centro administrativo
que combatesse as tribos indígenas
rebeladas, realizasse expedições em busca de
riquezas e organizasse a defesa da colônia contra
ataques externos.

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87. Fuvest-SP
Comente os problemas do regime de capitanias hereditárias
e sua relação com a criação do governo-geral
em 1548.

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88. Mackenzie-SP
O sistema de capitanias hereditárias, criado no Brasil
em 1534, refletia a transição do feudalismo para o
capitalismo, na medida em que apresentava como
característica:
a) a ausência do comércio internacional, aliada ao
trabalho escravo, e economia voltada para o mercado
interno.
b) uma economia de subsistência, trabalho livre, convivendo
com forte poder local descentralizado.
c) ao lado do trabalho servil, uma administração
rigidamente centralizada.
d) embora com traços feudais na estrutura política e
jurídica, desenvolveu uma economia escravista,
exportadora, muito distante do modelo de subsistência
medieval.
e) uma reprodução total do sistema feudal, transportada
para os trópicos.

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89. UFPE
Em 1534, o rei D. João III ordenou que se instalassem
capitanias hereditárias na colônia portuguesa
da América. Sobre este tema, leia as proposições a
seguir e assinale V (verdadeiro) e F (falso).
0. O sistema criado por D. João III, chamado capitanias
hereditárias, tinha por base a divisão do
território colonial português da América a partir de
linhas paralelas ao Equador.
1. Documento muito utilizado na época, o Foral concedia
apenas a posse de uma capitania hereditária
a um capitão-donatário.
2. Entre os direitos e deveres dos donatários, quando
se instalaram as capitanias hereditárias, constava
o direito de escravizar índios e de vendê-los
a colonos, como também o de mandá-los para
serem vendidos em mercados de escravos em
Portugal.
3. Os capitães-donatários formavam um grupo socialmente
heterogêneo, composto por pessoas
da pequena nobreza, burocratas e comerciantes
ligados à Coroa.
4. As capitanias hereditárias formaram o primeiro
conjunto de propriedades privadas da História do
Brasil, visto que foram doadas ou vendidas pelo
rei D. João III a particulares.

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90. PUC-PR
Durante o período colonial brasileiro, os forais eram
documentos que estabeleciam direitos e deveres aos
donatários. Os principais deveres eram:
a) respeitar o monopólio real sobre o pau-brasil, as
drogas e especiarias, pagar o dízimo sobre a renda
e o quinto sobre o ouro.
b) explorar o interior, desenvolver a economia canavieira
e escravizar os indígenas.
c) cobrar impostos, exercer justiça e pagar o quinto
sobre os metais.
d) respeitar os direitos aduaneiros da metrópole,
conceder sesmarias e fundar povoados.
e) aumentar a exploração do pau-brasil, desenvolver as
atividades mineradoras e catequizar os indígenas.

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